Sarina Valentina nasceu em 23 de julho de 1996 em Miami, Flórida, nos Estados Unidos. Desde muito cedo, ela sentiu que sua identidade de gênero não correspondia ao sexo atribuído ao nascer. Crescendo em uma família de imigrantes cubanos, Sarina enfrentou desafios culturais e religiosos ao tentar expressar quem realmente era. Aos 14 anos, começou a se assumir como mulher transgênero para amigos próximos, mas somente aos 16 tomou coragem para conversar com a mãe. O apoio familiar veio de forma gradual, e a mãe a ajudou a iniciar a terapia hormonal dois anos depois. Durante o ensino médio, Sarina já frequentava grupos de apoio LGBTQ+ em Miami, onde começou a entender melhor as possibilidades de transição e afirmação de gênero.
Aos 19 anos, enquanto trabalhava como maquiadora em uma loja de cosméticos, Sarina foi abordada por um agente de talentos da indústria adulta que viu potencial em sua aparência e carisma. Inicialmente hesitante, ela pesquisou bastante sobre as condições de trabalho e os direitos das atrizes trans antes de aceitar a primeira proposta. Em 2015, filmou sua primeira cena para um estúdio especializado em conteúdo transgênero, usando o nome artístico Sarina Valentina. A escolha do nome veio de uma combinação: "Sarina" por sonoridade suave e "Valentina" em homenagem à avó materna. A estreia foi bem recebida, e logo ela acumulou convites para trabalhar com produtoras como TransAngels, Grooby Productions e Evil Angel.
Nos primeiros anos de carreira, Sarina enfrentou situações de preconceito tanto dentro quanto fora do setor. Em algumas gravações, colegas cisgêneros demonstravam desconforto ou faziam comentários transfóbicos. Ela aprendeu a ser seletiva com as equipes e passou a priorizar estúdios que tinham políticas claras de respeito à diversidade. Em entrevistas, Sarina já relatou que a maior dificuldade foi lidar com o fetichismo excessivo em relação ao corpo trans, algo que ela sempre procurou equilibrar mostrando sua personalidade e não apenas seu corpo. Em 2017, ela participou de um documentário independente sobre atrizes trans na Flórida, onde falou abertamente sobre os desafios de ser uma mulher trans numa indústria ainda muito cisnormativa.
O trabalho de Sarina começou a ganhar destaque em 2018, quando foi indicada ao prêmio Transgender Erotica Awards (TEA) na categoria "Melhor Cena de Menage". No ano seguinte, venceu o prêmio de "Melhor Atriz Trans Revelação" no mesmo evento. Em 2020, foi capa da revista Adult Video News (AVN) em uma edição especial sobre representatividade trans, o que aumentou sua visibilidade. Ela também colaborou com marcas de brinquedos sexuais, lançando um modelo de vibrador que levava seu nome — algo que ela descreve como "um marco de empoderamento financeiro". Até 2023, Sarina acumulava mais de 200 filmes no currículo e uma base sólida de fãs no OnlyFans, plataforma onde produz conteúdo exclusivo e interage diretamente com seguidores.
Fora das câmeras, Sarina Valentina mantém uma vida reservada, mas não deixa de usar sua influência para falar sobre direitos trans. Ela participa de campanhas de arrecadação de fundos para cirurgias de redesignação sexual em comunidades de baixa renda e já fez palestras em universidades da Califórnia sobre a realidade de atrizes trans na indústria adulta. Em 2022, passou por uma cirurgia de feminização facial, processo que documentou em suas redes sociais para desmistificar o procedimento. Sarina também pratica iota e meditação desde os 22 anos, hábitos que a ajudam a lidar com o estresse da exposição pública. Ela é vegetariana e costuma postar receitas fit em seu Instagram, onde acumula mais de 150 mil seguidores.
Em 2023, Sarina enfrentou uma crise de saúde mental após uma série de ataques virtuais motivados por transfobia. Ela se afastou das redes por três meses e buscou terapia especializada. Ao retornar, lançou um podcast semanal chamado "Transcendendo", onde conversa com outras profissionais trans sobre carreira, autoestima e finanças. O podcast já conta com 12 episódios e tem sido elogiado pela abordagem sem filtros. Para o futuro, Sarina planeja escrever uma autobiografia e expandir sua linha de produtos de bem-estar sexual, sempre priorizando a educação e a quebra de tabus sobre a transexualidade. Ela afirma que seu maior orgulho é ter construído uma carreira de respeito sendo exatamente quem é, sem precisar se encaixar em padrões alheios.